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15 fevereiro 2013

Oração ao tempo.


Ninguém entra no mesmo rio uma segunda vez.
Pois quando isso acontece, já não se é o mesmo, assim como águas, que já serão outras.
Foi um filósofo grego que viveu no século V antes de cristo, Heráclito de Éfeso que fez essa formulação que até hoje nos fascina.  - 'O fluxo eterno das coisas, é a própria essência do mundo' -  aponta Heráclito.
E se ainda hoje, ficamos espantados com isso, é porque nos apegamos teimosamente ao que já passou esperando no fundo que tudo permaneça igual.
Então, é necessário um filósofo da antiguidade, ou um escritor contemporâneo pra nos fazer entender que nada é permanente,a  não ser a mudança.

Trecho de O grande sertão, de Guimarães Rosa que fala um pouco sobre isso (olha só que beleza!):
''O mais importante e bonito do mundo é isto, que as pessoa não são sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando, afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou.''

Não é incrível? O filósofo flagra a fluidez e o escritor se maravilha com isso. 'É o mais bonito da vida!' - diz Guimarães Rosa.

É uma celebração do movimento, não é um lamento!
O tempo não para, e isso é belo.

Hoje, escrevendo mais um post nesse blog eu sou uma, semana que vem, outra e todo mundo também.


 
 

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