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02 março 2013

Eu também te amo.

         
                Ela carregava um vazio dentro de si, que apenas poderia ser preenchido por ele. Era o sentimento que a levava, e não tinha controle algum sob o que sentia. Era movida pela paixão que pulsava e fazia pulsar. Ele a fazia entender todos os porquês que ela costumava se questionar. E entendia agora, porque nunca deu certo com outro alguém, pois tinha que dar certo com ele. Ela podia sentir que tudo que ela fizesse, se fosse ao lado dele, seria bom; sentia que era capaz de subir montanhas ou até mesmo move-las; com ele preenchendo todos buracos abertos causados pela dor que ela sentia, tinha a convicção que era capaz de tudo, pois estava com ele, pois ela o tinha. Ou acreditava nisso.

 Ela não carregava sentimentos ruins em relação à ele, mesmo que às vezes as dores que carregasse dentro de si fossem pela paixão que sentia, quando pensava nele, só conseguia pensar em coisas boas, sentir sensações que te tiravam da realidade e a faziam sonhar alto... tão alto. Ela era cheia de sentimentos e sonhos, prestes a transbordar. Ou transbordava. Era tudo por ele. E, tudo a fazia lembrar dele, principalmente quando tomava um café na Augusta,lia Eduardo Galeano, quando tentava aprender espanhol, quando assistia filmes franceses e lembrava que ele não sabia falar muito bem em inglês; quando ouvia Te extraño a seguir de um Assim sem você, ou Só tinha que ser com você de Elis Regina. Ela se via no olhar dele, pois ela não mais se pertencia. Pertencia agora a ele. Ela via a amor como algo maior que apenas amar alguém, ela se apaixonava todos os dias pelas minimas coisas de sua vida, era a paixão que a movia. Tinha certeza que o mundo era movido pelo amor, enquanto o coração era movido pela paixão. Ou vice-versa.
E agora, ela se sentia movida pelo amor e pela paixão, ambos trabalhando em sintonia, para conseguir estar ao lado dele, mesmo que falhasse e sentisse que quanto mais se aproximava, mais distante ele estaria dela. Isso doía mais que todas as outras dores, essa incerteza. E ela não queria desapegar, não queria abrir mão de algo tão lindo e verdadeiro. Não que ela fosse grande em sentido de tamanho, mas o que sentia, era maior que ela, maior que mundo ou todas as estrelas do céu juntas. E, era tudo por ele.

 Mas, desse amor, parece que tudo ficou gravado numa simples fotografia - fotografia que agora está no mural do quarto, em frente a cama e é a última visão e a primeira do dia -, onde há tantas explicações, o sentimento andando em sintonia. E toda a vida seria pouco para ama-lo. Cada canção de amor cutuca a ferida, que já doía por estar aberta. Porém, ela cansou de dar murro na ponta da faca, e assim, sempre juntos no silencio quando ainda há tanto a se dizer, ela ainda carrega o medo de perde-lo (mesmo achando que ainda não o perdeu, para alguém que não o ame tanto quanto ela o ama. Ela ainda sente doer o coração e todos os membros do seu corpo. Ele nem imagina.  

   

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